Uma das perguntas que muitos se fazem, é: Porque o catolicismo sobrevive a mais de dois mil anos?

 

Alguns podem responder estas perguntas falando dados históricos do poder que a Igreja conseguiu após a conversão de Constantino,  primeiro imperador romano a converter-se ao catolicismo.

 

Mas ao estudarmos a presença da igreja na Idade Média e sua penetração no seio da sociedade e do povo na Europa  fica claro que algo mais forte havia ali, e também agora mesmo depois de todas as descobertas cientificas, da avalanche anti-religiosa dos meios de comunicação e do mundo acadêmico mesmo assim a fé persiste a ainda cresce.

 

O Papa continua juntando multidões onde quer que vá.

 

O ser humano tem uma necessidade do “religare” com Deus, origem da palavra religião. Praticamente todas as religiões oferecem isto, porém creio que a igreja católica tem algo de especial ao oferecer  também a figura de Maria, Nossa Senhora.

 

Creio que nossa matriz psicológica, forjada via de regra na presença de uma figura masculina e outra feminina, acaba por criar uma necessidade, quando nos tornamos adultos de revivermos aquela sensação de segurança que nossos pais nos ofereciam.

 

Outro dia assisti uma pregação de um padre falando que Cristo não é nosso Pai e sim nosso irmão. Mas o discurso deste padre é uma exceção, via de regra no meio católico Cristo é visto como Deus e Pai; e Maria como Nossa Mãe.

 

Tem uma música do Diácono Nelsinho Correa que diz:  “Se viver com pai é bom! Com pai e mãe que maravilha!”

 

Ao mergulharmos na fé católica acabamos por atender uma necessidade psicológica básica, revivemos pai e mãe, desta vez onipresente, onde estivermos eles estarão conosco e nada precisamos temer.

 

Na próxima semana postarei um raciocínio semelhante sobre o Pecado Original. A Bíblia de forma simbólica na história de Adão e Eva  reproduz uma matriz psicológica do ser humano.

 

Boa Semana a todos!

 

Paulo Prol Medeiros